Gostei do meu jeito olhando para o lado de fora,
buscando tudo a meu alcance, mas a lugar algum chegou,
aquele velho olhar cansado, dormente e pálido,
aos pés, o golpe desleal, onde aquele copo
um dia com veneno, vingou-se em poucos cacos
cuidando agora de um ferimento, a alma satisfeita.
Sonhos cruzados, um garoto em nosso meio, parado.
Só que de parado, não tem nada, só o nome mesmo,
pois quando toca aquela canção, aquela coisa.
Somos no meio, apenas um. De muitos ele escolhe você.
Ela te ama, sim sim! Eu penso que perdi o seu amor.
Ao banho, você sabe que deveria estar feliz.
Aos pés enxugo-te sanguíneo, onde você mesmo desprezou.
Ciúmes sempre causou. Ao rascunho, me pôs a caneta canhota em punho
e me fez falar ao vento, palavras que se vão,
e nunca voltam.
Só de estar em nosso meio, essas palavras de tornam ruins,
pois ao mais suave toque, a resposta ignorada.
domingo, 14 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Primeiro Texto - Liane Aires
Mavú!
Hoje se faz um dia diferentes dos quais outros, é um dia especial!
Estou desembarcando em uma cidade pacata e simples, se chama Parnaíba.
Acredito que, por aqui eu encontre o que procuro, um verdadeiro amor.
Cidade com pessoas muito humildes, povo acolhedor, é disso que eu preciso.
Sou Liane Aires, escolhida dentre as mulheres, a mais bonita em todo país que vou.
Não sei, mas é o que dizem. Porém não acho que seja verdade...
...todo homem os quais já fiquei, nenhum me deu valor, só queria se envaidecer de minha beleza,
contar ponto a seus amigos, ninguém nunca me quis pra valer.
Hoje sou uma concha, fechada, querendo que alguém queira minha pérola, mas para sempre.
Andando de barco encontrei um pescador, na beira do rio, mexendo em suas tarrafas.
Aquele cheiro de peixe me encantou, pena que ele disse "Madame, quer comprar peixe?"
Hoje se faz um dia diferentes dos quais outros, é um dia especial!
Estou desembarcando em uma cidade pacata e simples, se chama Parnaíba.
Acredito que, por aqui eu encontre o que procuro, um verdadeiro amor.
Cidade com pessoas muito humildes, povo acolhedor, é disso que eu preciso.
Sou Liane Aires, escolhida dentre as mulheres, a mais bonita em todo país que vou.
Não sei, mas é o que dizem. Porém não acho que seja verdade...
...todo homem os quais já fiquei, nenhum me deu valor, só queria se envaidecer de minha beleza,
contar ponto a seus amigos, ninguém nunca me quis pra valer.
Hoje sou uma concha, fechada, querendo que alguém queira minha pérola, mas para sempre.
Andando de barco encontrei um pescador, na beira do rio, mexendo em suas tarrafas.
Aquele cheiro de peixe me encantou, pena que ele disse "Madame, quer comprar peixe?"
domingo, 19 de outubro de 2014
A fina arte
Ter-te, é questão de sorte.
Posso pensar-te,
até em outras partes.
Eu tento ouvir-te,
mesmo estando em marte.
Porque para amar-te,
já cheguei aqui!
A palavras fortes,
tu terás a sorte,
de antes da morte
denegrir-te, arte.
A arte de degenerar-te.
Ao dedo engatar-te.
gemidos suspirar-te,
sem sequer calar-te,
disse, estou a um marte
de poder beijar-te.
Findo ao corpo em corte,
escolhendo ao porte
da pequena arte,
literalmente em marte,
foi-se a encontrar-te,
com quem procurar-te,
não desapegar-te,
mesmo estando a parte,
ouvindo um vinil.
Posso pensar-te,
até em outras partes.
Eu tento ouvir-te,
mesmo estando em marte.
Porque para amar-te,
já cheguei aqui!
Posso usurpar-te,
essa é minha arte.
ar, te quero a parte.
porque ao respirar-te,
sempre envenenar-te.
essa é minha arte.
ar, te quero a parte.
porque ao respirar-te,
sempre envenenar-te.
A palavras fortes,
tu terás a sorte,
de antes da morte
denegrir-te, arte.
A arte de degenerar-te.
expor-te ao norte,
sul, pequena parte.
sul, pequena parte.
Ao dedo engatar-te.
gemidos suspirar-te,
sem sequer calar-te,
disse, estou a um marte
de poder beijar-te.
A pequena arte,
de desesperar-te,
quero afinar-te,
dedilhar-te a arte,
de te musicar-te,
notas ao descarte.
de desesperar-te,
quero afinar-te,
dedilhar-te a arte,
de te musicar-te,
notas ao descarte.
Em seu baluarte,
princesa, venerar-te,
ensinando achar-te,
direção virar-te,
de pé escolher-te,
não quer conhecer-te,
vira a propria morte,
escolheu-lhe a sorte.
princesa, venerar-te,
ensinando achar-te,
direção virar-te,
de pé escolher-te,
não quer conhecer-te,
vira a propria morte,
escolheu-lhe a sorte.
Findo ao corpo em corte,
escolhendo ao porte
da pequena arte,
literalmente em marte,
foi-se a encontrar-te,
com quem procurar-te,
não desapegar-te,
mesmo estando a parte,
ouvindo um vinil.
sábado, 11 de outubro de 2014
Não queira ser minha amiga
Amargosa, tudo o que me cruza o caminho.
Tudo é passageiro, inclusive a vida. A minha é exclusive.
Quando mais quero pegar o bonde, mais o demora.
Mas, más linguas dizem um caso, o caso encurralado
em sua própria casa.
Jogar-me ao pranto, vejo em seca minhas lágrimas,
que descem como pó, e o vento as leva.
A vida é tão tirana, que até o desprazer de enxugar as lágrimas
me tira.
Vida, desvivida. Desgostosa. Destratada. Desistida.
Minha Teresa Cristina, se chama Amargosa,
amante, até na hostilidade.
Afasta-te daqui, melhor opção é desistir.
Quebrar a corrente, a corda vocal que nos há.
Lembra-te das primeiras linhas, as quais atamos.
Ao sono me entregarei, "bipolareando" por todas as notas.
Desafinado soluçar, e em descompasso o travo, nas esperança de engolir,
mesmo que ao pó vier. Findo eu, findo tu.
Verbo sempre nos pertubam, então quando o "vir", diga-o para "vier" até mim.
Sempre a confundir-se, os dois. Caso, e descaso.
Tudo é passageiro, inclusive a vida. A minha é exclusive.
Quando mais quero pegar o bonde, mais o demora.
Mas, más linguas dizem um caso, o caso encurralado
em sua própria casa.
Jogar-me ao pranto, vejo em seca minhas lágrimas,
que descem como pó, e o vento as leva.
A vida é tão tirana, que até o desprazer de enxugar as lágrimas
me tira.
Vida, desvivida. Desgostosa. Destratada. Desistida.
Minha Teresa Cristina, se chama Amargosa,
amante, até na hostilidade.
Afasta-te daqui, melhor opção é desistir.
Quebrar a corrente, a corda vocal que nos há.
Lembra-te das primeiras linhas, as quais atamos.
Ao sono me entregarei, "bipolareando" por todas as notas.
Desafinado soluçar, e em descompasso o travo, nas esperança de engolir,
mesmo que ao pó vier. Findo eu, findo tu.
Verbo sempre nos pertubam, então quando o "vir", diga-o para "vier" até mim.
Sempre a confundir-se, os dois. Caso, e descaso.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Poemo Digitado
Ah, já vi todos os poemas, escrito em linhas.
Somente este tem meu sentimento.
Seu perfume em minhas teclas,
seu sorriso no monitor.
Estou a te esperar, apenas escrevendo.
Pontuo, pontuo. Mas, meu ponto é você.
Somente este tem meu sentimento.
Seu perfume em minhas teclas,
seu sorriso no monitor.
Estou a te esperar, apenas escrevendo.
Pontuo, pontuo. Mas, meu ponto é você.
domingo, 31 de agosto de 2014
Mais um dia de crise.
Hoje a rua está tão fúnebre.
Há tempos eu não sentia vazio,
o vento está mais gélido,
e eu pareço um pedaço de lata,
frio e duro.
Será se ainda consigo chorar?
Será se ainda posso controlar a mim mesmo?
Vejo que isso é para o resto de minha vida.
Se ao menos tiver "resto da vida"
(na verdade minha vida é um resto).
Tão melancólico quanto o choro de um inocente,
isso nem é mais um poema.
Turvas águas escorrem olho a dentro
e este rascunho há dois anos aguarda um findar,
li e percebi que realmente ele está tão eu
que, ofegante letra por letra, em um teclado empoeirado.
"Você sempre esteve em minha mente,
Em todos aqueles solitários momentos",
então espero não decepcionar, pois este,
este é o fim do rascunho.
Há tempos eu não sentia vazio,
o vento está mais gélido,
e eu pareço um pedaço de lata,
frio e duro.
Será se ainda consigo chorar?
Será se ainda posso controlar a mim mesmo?
Vejo que isso é para o resto de minha vida.
Se ao menos tiver "resto da vida"
(na verdade minha vida é um resto).
Tão melancólico quanto o choro de um inocente,
isso nem é mais um poema.
Turvas águas escorrem olho a dentro
e este rascunho há dois anos aguarda um findar,
li e percebi que realmente ele está tão eu
que, ofegante letra por letra, em um teclado empoeirado.
"Você sempre esteve em minha mente,
Em todos aqueles solitários momentos",
então espero não decepcionar, pois este,
este é o fim do rascunho.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)