sábado, 9 de janeiro de 2016
Endereço
Teu endereço não tem no mapa!
O ponto de referência é reta.
É curva impiedosa ao desastre.
Ninguém sabe chegar lá,
Até porque nem tu sabes,
Mas
Já pus os pés no teu alpendre
E tu no tapete do meu quarto,
Poltrona eu sei que há.
O vento sopra meu olhar pra tua esquina
Lado a rua protegida por Zeus,
Quina da Joaquina
Com a rua dos bem-te-vis.
Ninguém sabe chegar lá
Mas
Sei achar sem medo
Coisa que não sabias,
Agora sabiá.
É lá onde meu coração fica
Mas
Ninguém sabe chegar lá.
A carioca
Linda e alva
Risonha, quando quer
Senta, conversa e conta suas histórias
Conta "meismo".
Fala ansiosa e se vira de um lado pro outro
Costuma refletir.
É mole?
Baixinha amada
Olhos de Gueixa
Poetisa viaja
Se diverte com roubos de melancias
Chuva na estrada
Estrada piçarra
Percorre sotaques.
Um grito
Calçada Copacabana
Mais bonita que a garota de Ipanema
Pelo banco do poeta
Se equilibra nas semi-luas
Por onde anda de braços abertos
Bailarina equilibrista.
Se afasta distante
Fumaça de um navio
Impiedosamente, a carioquinha.
Risonha, quando quer
Senta, conversa e conta suas histórias
Conta "meismo".
Fala ansiosa e se vira de um lado pro outro
Costuma refletir.
É mole?
Baixinha amada
Olhos de Gueixa
Poetisa viaja
Se diverte com roubos de melancias
Chuva na estrada
Estrada piçarra
Percorre sotaques.
Um grito
Calçada Copacabana
Mais bonita que a garota de Ipanema
Pelo banco do poeta
Se equilibra nas semi-luas
Por onde anda de braços abertos
Bailarina equilibrista.
Se afasta distante
Fumaça de um navio
Impiedosamente, a carioquinha.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Lágrima
Ela inveja aquelas gotas
Transparentes. Translúcidas.
Que descem do céu
Em tempos de chuva
Uma gota tão leve
Tão livre de angústia
Remorsos ou solidão.
Ela inveja aquelas gotas
Ou como elas escorrem
Pelas janelas de vidro
Também como pousam
Orvalhas em flor
Sobre o casal apaixonado
E ao rio Igaraçú.
Ela inveja aquelas gotas
Sim
Pela vontade de viver
De continuar
De seguir
De ser consumida com toda energia
De amor retribuído.
Ela inveja aquelas gotas
Pois, por mais que tente
Não consegue viver
Mora e morre em rostos
Expressão depressão
É melancólica
Dramática
Cai ao mais sincero abraço
Faz soluçar
Nó na garganta
Voz aos entalos.
Ela inveja aquelas gotas
Que não tentam se matar
Que vivem romances
Fazem filmes
Fotografias
Escrevem romances policiais.
Há lágrima. A lágrima.
Haja lágrima.
Me lágrima.
Não. Não. Não.
Não!
Quero ser chuva.
Prefiro chover
Do que fazer chorar.
Transparentes. Translúcidas.
Que descem do céu
Em tempos de chuva
Uma gota tão leve
Tão livre de angústia
Remorsos ou solidão.
Ela inveja aquelas gotas
Ou como elas escorrem
Pelas janelas de vidro
Também como pousam
Orvalhas em flor
Sobre o casal apaixonado
E ao rio Igaraçú.
Ela inveja aquelas gotas
Sim
Pela vontade de viver
De continuar
De seguir
De ser consumida com toda energia
De amor retribuído.
Ela inveja aquelas gotas
Pois, por mais que tente
Não consegue viver
Mora e morre em rostos
Expressão depressão
É melancólica
Dramática
Cai ao mais sincero abraço
Faz soluçar
Nó na garganta
Voz aos entalos.
Ela inveja aquelas gotas
Que não tentam se matar
Que vivem romances
Fazem filmes
Fotografias
Escrevem romances policiais.
Há lágrima. A lágrima.
Haja lágrima.
Me lágrima.
Não. Não. Não.
Não!
Quero ser chuva.
Prefiro chover
Do que fazer chorar.
domingo, 22 de março de 2015
A gota
A gota que nem se pode perceber
mas, que a qualquer lugar está.
Sente-se, mas a esquece.
precisa, mas indifere.
A gota, cheia de amor,
escura de dor,
abatida sem pudor.
A gota que preenche o oceano
e de gota em gota o rio transbordando.
A gota, a qual
tirou o "ar" daquela gARota
e tornou só gota,
diferente daquela outra
que esfria a boca
velha e louca
de roupas poucas.
A gota, apaixonada
que sempre se abandonou na estrada
morrerá sozinha
destratando cachorros
molhando o asfalto
secando ao sol, virando fumaça.
A gota, encontra-se sem graça
pois precisava de mais uma decepção,
pôs uma corda a sua mão
e pediu coragem, mas não a viu chegar.
Tornou-se ao sono, o velho sonho
a garotinha, é sua filha
que se fez gota
estando longe, se faz tão perto
no coração, ofegando o pulmão.
Gota maldita, só tem problema
e até na morte, só é estorvo.
A gota, deságua no oceano
e vê tudo aquilo que era só plano
entre um fulano e seu cicrano
ser realizado, foi maltratada,
perdeu-se gota, a outra em outra.
Agora em pranto, espera o "vir"
o que era mesmo "carpir"?
Soluços de fome, molha o estrume,
lança-se ao betume, a chamas some.
A gota, destroços tais
parece caco, tantos insultos
a cabeça em tumulto, virou sepulto
que caiado está, mas só por fora
porque por dentro, és putrefato,
fios despenteados, a gota arruma.
Vê-se como solução, mas digo não!
És apenas tão egocêntrica
que mal se senta quer levantar,
palavras acabar, e neste momento
cansado está, de tanto palavrear,
ninguém já leu, gota tão seca
gota tão fria, sem nem um ponto
ja está tonto, de tanto rodar,
finda ao sono, fina e linda
já foi mocinha, agora demônio
tampoucas linhas, nunca foi minha
foi só um sonho.
Gota sofrida, desce ao rosto,
fez-se em orvalho, colcha de retalho
tão incompleta, em linhas retas
tomou seu rumo, rumo sadio
mais solitário do que estar no rio,
que mesmo com tantas gotas
vê-se em outra, acabou chorare.
mas, que a qualquer lugar está.
Sente-se, mas a esquece.
precisa, mas indifere.
A gota, cheia de amor,
escura de dor,
abatida sem pudor.
A gota que preenche o oceano
e de gota em gota o rio transbordando.
A gota, a qual
tirou o "ar" daquela gARota
e tornou só gota,
diferente daquela outra
que esfria a boca
velha e louca
de roupas poucas.
A gota, apaixonada
que sempre se abandonou na estrada
morrerá sozinha
destratando cachorros
molhando o asfalto
secando ao sol, virando fumaça.
A gota, encontra-se sem graça
pois precisava de mais uma decepção,
pôs uma corda a sua mão
e pediu coragem, mas não a viu chegar.
Tornou-se ao sono, o velho sonho
a garotinha, é sua filha
que se fez gota
estando longe, se faz tão perto
no coração, ofegando o pulmão.
Gota maldita, só tem problema
e até na morte, só é estorvo.
A gota, deságua no oceano
e vê tudo aquilo que era só plano
entre um fulano e seu cicrano
ser realizado, foi maltratada,
perdeu-se gota, a outra em outra.
Agora em pranto, espera o "vir"
o que era mesmo "carpir"?
Soluços de fome, molha o estrume,
lança-se ao betume, a chamas some.
A gota, destroços tais
parece caco, tantos insultos
a cabeça em tumulto, virou sepulto
que caiado está, mas só por fora
porque por dentro, és putrefato,
fios despenteados, a gota arruma.
Vê-se como solução, mas digo não!
És apenas tão egocêntrica
que mal se senta quer levantar,
palavras acabar, e neste momento
cansado está, de tanto palavrear,
ninguém já leu, gota tão seca
gota tão fria, sem nem um ponto
ja está tonto, de tanto rodar,
finda ao sono, fina e linda
já foi mocinha, agora demônio
tampoucas linhas, nunca foi minha
foi só um sonho.
Gota sofrida, desce ao rosto,
fez-se em orvalho, colcha de retalho
tão incompleta, em linhas retas
tomou seu rumo, rumo sadio
mais solitário do que estar no rio,
que mesmo com tantas gotas
vê-se em outra, acabou chorare.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Fiz Este Poema Para Ser Postado, Mas Sei Que É Pedir Demais
Quero começar um poema de uma forma que ninguém começa
Tomar veneno no café da manhã, e continuar vivendo
Fazer as coisas mais loucas dessa vida como ninguém faz
Que sintam minha falta quando eu apenas jaz
Eu quero ser achado por alguém, quando eu me sentir perdido
Fazer da nossa história um livro colorido
Ser único em uma grande multidão,
Ser foco de luz em qualquer escuridão
Daquelas que dá vontade de dormir na cama dos pais
Ver que é comigo que você se sente em paz, e mais...
Ser segurado pela mão como um porto seguro
Parecer com um menino, mas com alma de maduro
Sorrir enquanto as lágrimas escorrem pelo meu rosto
Estar triste, mas ficar feliz com a alegria dos outros
Quero ser ninguém que faça diferença na vida de um certo alguém
Andar na contramão, andar oposto as setas sinalizadas no chão
Quero fazer rimas internas sem que sejam minha intenção
Fazer as coisas sem nem ter prometido, surpresa a amigos
Voar sem nem ter asas, morar no telhado de uma casa
Respirar de baixo d'água, me afogar em suas mágoas
Sorrir sozinho do velório de um anão
Te mostrar inteiro os cacos de um coração
Quero não querer nada, mas querer depois que você tanto insistir
Acho que preciso disso, insistência por um longo compromisso
Sentir que não apenas eu, mas que você quer que eu seja somente seu
Quero provocar ciúmes, saber que isso no final da noite só nos une
Quero dar presente, no momento que você me sentir ausente
Acabar o poema sem rima
Enquanto você ainda estiver esperando por algumas linhas
Te deixar com um gostinho de quem quer só mais um pouquinho.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Poema de um trouxa apaixonado
Cuidado: Você pode estar se envolvendo com a pessoa errada. Só se envolva se estiver disposta a receber flores de repente em dias normais. Se estiver disposta a ler poesias frequentemente. Se estiver disposta a ser cuidada como uma princesa. Se estiver disposta a receber carinho igual a um gato manhoso. Se estiver disposta a ser feliz ao lado de alguém que sempre visa o "para sempre". Se estiver disposta a fugir em dias normais para ir pra algum lugar, apenas ficar abraçadinhos, sentindo a respiração no seu cangote. Se estiver disposta a receber chocolates no meio da aula. Se estiver disposta a receber um coração em suas mãos. Então muito cuidado onde você está entrando, pode ser um caminho sem volta para a felicidade.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Desfigurado
Eu comprei aquela casinha no meio do nada, Tutóia.
Vocé queria algo simples e me fez esse pedido.
Claro que eu queria te dar tudo de mim, o melhor sempre.
Lembro das palavras "vamos morar naquela casinha, amor?"
Eu assumo tudo o que vier com você, desde que eu esteja com você.
O mais importante naquele momento era o dia 09.
Dia 12 iríamos para aquela praia com as redes que você me pediu.
Passaríamos a noite naquele paraíso que você escolheu.
Dia 14 eu tocaria "My valentine" só pra você, dia de Valentim.
Aproveitar a data para te pedir em namoro e passar a noite com você.
Seria nosso primeiro jantar romântico de muitos, amor.
Um ursinho de pelúcia escrito "Eu te amo moça".
Uma dúzia de rosas vermelhas que representariam meu coração.
Chocolate com pedaços de castanha-do-pará.
Aqueles dois dias não demorariam para passar.
Logo logo chega dia 16, a sua partida, eu te deixaria.
Agora eu nunca entendo, porque mesmo quando estamos juntos,
mas "JUNTOS MESMO", sentimos saudades um do outro.
Parece que nunca estamos contente com o tempo que temos um para o outro.
Eu só queria fazer diferente.
Amanheci na praia, escrevi na areia. Aposto que o mar, com suas ondas apagou.
Da próxima vez, escrevo nas pedras, penhasco abaixo.
Vocé queria algo simples e me fez esse pedido.
Claro que eu queria te dar tudo de mim, o melhor sempre.
Lembro das palavras "vamos morar naquela casinha, amor?"
Eu assumo tudo o que vier com você, desde que eu esteja com você.
O mais importante naquele momento era o dia 09.
Dia 12 iríamos para aquela praia com as redes que você me pediu.
Passaríamos a noite naquele paraíso que você escolheu.
Dia 14 eu tocaria "My valentine" só pra você, dia de Valentim.
Aproveitar a data para te pedir em namoro e passar a noite com você.
Seria nosso primeiro jantar romântico de muitos, amor.
Um ursinho de pelúcia escrito "Eu te amo moça".
Uma dúzia de rosas vermelhas que representariam meu coração.
Chocolate com pedaços de castanha-do-pará.
Aqueles dois dias não demorariam para passar.
Logo logo chega dia 16, a sua partida, eu te deixaria.
Agora eu nunca entendo, porque mesmo quando estamos juntos,
mas "JUNTOS MESMO", sentimos saudades um do outro.
Parece que nunca estamos contente com o tempo que temos um para o outro.
Eu só queria fazer diferente.
Amanheci na praia, escrevi na areia. Aposto que o mar, com suas ondas apagou.
Da próxima vez, escrevo nas pedras, penhasco abaixo.
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